3 de julho de 2011

Um mistério extraordinário - Capítulo 1

Robin:

Às vezes, quando uma idéia simplesmente não te deixa em paz, você precisa prestar atenção naquilo que Deus pode estar tentando te mostrar. É assim que nasceu este livro.
Tricia e eu somos amigas há quase duas décadas, e nós duas somos escritoras. Porém, nossas histórias de vida, assim como nossas histórias de amor, são radicalmente diferentes. Além de escrever, nós duas também temos uma interessante característica em comum: ambas oramos pelos nossos futuros maridos quando éramos adolescentes. Mas como isso contribuiu para que escrevêssemos um livro juntas? Três incidentes nos convenceram de que deveríamos...
O primeiro momento de inspiração veio sobre mim com um grande senso de urgência em uma quente tarde de Novembro. Eu estava no Brasil, em frente a trezentas garotas na cantina de uma escola. A Série Cris e a Série Selena foram traduzidas para português, e as professoras daquela escola os usaram  como parte de seu conteúdo programático. Quando meu marido e eu entramos na cantina, as meninas nos receberam com uma onda de gritinhos emocionados, como se fôssemos os reais Cris e Ted crescidos visitando-as no Brasil.
Para acalmar as garotas histéricas, eu pedi para a minha tradutora para convidá-las a fazer perguntas. Uma das meninas levantou a mão e pulou de sua cadeira. Em português ela me perguntou o que ela e suas amigas deveriam fazer, já que os garotos do Brasil não estavam lendo meus livros.
‘O que você quer dizer com isso?’ Eu perguntei.
Ela pacientemente me explicou, enquanto a intérprete ao meu lado traduzia suas palavras. “Ela diz que, depois de ler seus livros, ela e suas amigas têm tomado boas decisões. Elas entregaram seus corações a Cristo e agora querem manter-se puras e guardarem a si mesmas para seus futuros maridos. Mas, veja, os garotos brasileiros não estão lendo estes livros. Não estão tomando estas mesmas decisões. Ela quer saber o que pode ser feito a respeito disso.”
Meu coração deu uma martelada. Cada rostinho naquela cantina estava olhando para mim, esperando por uma resposta. Aquela jovem tinha acabado de identificar um problema global para a atual geração de mulheres cristãs. Eu já havia ouvido essa mesma frustração muitas e muitas vezes em cartas e emails que recebi de leitoras ao longo dos anos. Mas nenhuma delas nunca havia me perguntado o que pode ser feito para mudar esse dilema de uma relação desequilibrada entre moças que honram a Deus e seus contemporâneos masculinos que são mais lentos em sua busca por Ele. O que eu poderia respondê-la?
As palavras que saíram do meu coração foram: ‘Vocês têm trabalho a fazer, queridas amigas de Deus. Você precisa começar a orar pelo seu futuro marido agora.’
Enquanto a intérprete traduzia a minha resposta, um silêncio reverente inundou a sala. À minha frente havia uma multidão de moças dispostas, porém destreinadas, prontas para entrar no campo de batalha para lutar por seus homens. Mas como?
Eu queria ter algo a mais para oferecer àquelas meninas. Uma coisa é apenas dizê-las para orar, caminhar ao lado delas e mostrá-las como fazê-lo, é outra.
O segundo momento decisivo veio dois anos depois. Tricia e eu estávamos em um encontro de escritoras na Califórnia. Durante o intervalo da tarde, nós duas fomos à piscina. Deitada em uma espreguiçadeira, eu escrevia em meu diário ideias para um livro em que estava trabalhando. Tricia não resistiu ao delicioso sol de outono e tirava uma profunda soneca.
De repente ela acorda, olha pra mim, e diz: ‘O quê?’, como se eu tivesse falado alguma coisa enquanto ela dormia.
Eu olhei pra ela e soltei um pensamento improvisado: ‘Tricia, nós deveríamos escrever um livro juntas.’
‘Tá bom.’ Sem nem pestanejar, ela mergulhou de novo em sua preguiça vespertina. Um pouco depois, ela levantou a cabeça novamente. ‘Sobre o quê nos deveríamos escrever?’
‘Eu não faço idéia. Uma série de delicadas ideias esvoaçou por mim tão suavemente como pela Tricia. Nós captávamos a inspiração como um artista buscaria a leveza de uma pena flutuante ou uma criança que se curvaria para pegar um seixo  azul pálido e guardá-lo no bolso, por menor que ela parecesse.
Durante o ano seguinte, puxamos pequenas ideias de nossos bolsos e conversamos sobre o que poderíamos escrever. Tivemos muitas idéias, como todas as pessoas criativas têm. Mas a afirmação e a direção dEle não estavam nelas. Então nos esperamos e oramos.
O terceiro momento de inspiração veio com tanta força que nós soubemos com clareza sobre o que o livro seria!
Tricia e eu estávamos em Montana, preparando-nos para palestrar em um retiro de mulheres. Na noite antes do retiro, nós duas nos esgueiramos para um chalé para uma reuniãozinha de planejamento de última hora. Eu entrei no chalé primeiro enquanto Tricia estacionava o carro dela na neve. Uma linda criança se aproximou de mim, levantou os braços, como se me pedindo para levantá-la. Surpresa, sua jovem mãe me disse que o nome dele era Toby, que tinha 18 meses de idade e que ele geralmente não era tão amigável com estranhos. Toby acariciou meu rosto.
Tricia entrou, e o rosto da mãe de Toby congelou. Ela encarou Tricia e com a voz trêmula disse, “É você! Você é aquela que falou no almoço há dois anos.”
Tricia falou várias vezes para adolescentes e mulheres em Montana, então eu duvidava que ela se lembrasse dessa mulher em particular de um almoço dois anos atrás. A mãe disse, “Você lembra que você falou sobre ser mãe na adolescência e que orou para Deus mandar-lhe um homem cristão?”
“Eu fiz a mesma coisa. Eu orei e...” Ela chegou mais perto.
“Eu não sei se você se lembra que eu contei isso a você logo depois do almoço, mas eu tinha acabado de descobrir que eu estava grávida.”
“Eu  me lembro,” disse Tricia.
“Eu tinha agendado o aborto para dali a uns dias.” A jovem mulher contemplou Toby aconchegado em meus braços. “Mas depois de eu escutar tua história e ouvir como Deus respondeu suas orações, eu cancelei a consulta para o aborto e orei por um marido, assim como você fez.”
O sorriso dela alargou e lágrimas se formaram em seus olhos, enquanto ela contava a Tricia: “Sempre quis ver você de novo pra que eu pudesse te contar que Deus respondeu minhas orações. Ele pôs um maravilhoso homem cristão em minha vida. Ele me ama, e ele ama meu filho! Estamos casados há quase um ano. Quando penso no que seria da minha vida se eu não tivesse escutado a sua história e feito o que você disse...”
Aquela altura nós estávamos todos nos abraçando e chorando e nos abraçando mais um pouco. Toby passou para o colo de Tricia e recebeu os beijos e abraços dela. Nós não conseguíamos parar de chorar. Foi um momento tão bonito. Aquele quarto parecia estar cheio de luz e esperança.
Depois de Toby e sua mãe seguiram o caminho deles, Tricia e eu sentamos juntas em um silêncio perturbador. Nós duas sabíamos que era isso – que era esse o tema do livro que tínhamos que escrever juntas: orando pelo seu futuro marido. Nós Também sabíamos que éramos duas improváveis escritoras escolhidas por Deus a dedo para derramar nosso coração nesse projeto. E assim fizemos.
Enquanto escrevíamos, nos surpreendemos com o que saiu de nossos corações. Nós não criamos um manual de técnicas ou fórmulas para orações eficazes. Nos últimos tempos, foram escritos muitos desses livros. Em vez disso, o que nós nos vimos criando enquanto nos encontrávamos para orar e escrever foi um livro ancorado em histórias verdadeiras sobre o que acontece quando mulheres oram pelos seus futuros maridos, e os caminhos pelos quais Deus responde essas orações.
Nós duas concordamos em contar nossas próprias histórias nessas páginas. Isso exigiu um pouco de coragem. Dezenas de outras mulheres nos deram permissão para contarmos parte de suas histórias – de como elas oraram, como Deus escolheu respondê-las e como suas vidas mudaram nesse processo. Isso exigiu coragem delas também. Nós pegamos de nossas bíblias e diários os nossos versículos e trechos favoritos. Essas citações funcionaram perfeitamente para entrelaçar os capítulos.
Enquanto o livro ia tomando forma, descobrimos que a oração é um mistério extraordinário. Esse privilégio sagrado de comunicação com o nosso Pai Celestial é mais do que um acolhedor convite aberto para chegarmos a Ele a qualquer momento em qualquer lugar. Mesmo que os ouvidos Dele estejam atentos aos clamores de suas crianças em TODO o tempo, a oração é mais do que isso. É um ato de obediência. Nós somos exortados a orar por outros e a orar sem cessar. Nem Tricia, nem eu pretendíamos ter um ‘roteiro de oração planejado’. O que nos sabemos é que Deus ouve. Ele vê. Ele nos conhece. Ele se importa mais do que podemos compreender. E o mais importante de tudo, Deus responde orações. Talvez você tenha notado que muitas vezes Deus não responde nossas orações da maneira que esperávamos. Olhando para nós mesmas anos trás, vemos que o que Deus fez foi muito melhor do que o que primeiramente imaginamos quando enviamos nossos pedidos do coração para o céu. Ele nos criou e deseja o melhor para nós. Deus sempre dá o seu melhor para aqueles que deixam os resultados com ele.
Outro, ainda mais surpreendente mistério é que quando oramos por alguém, nós mudamos. Todos nós fomos feitos tanto para dar quanto para receber amor. Quando o teu coração se conecta através da oração com Aquele que é a fonte do amor verdadeiro, você verá que orar pelo seu futuro marido vai maravilhosamente resultar em seu coração ser transformado. E quando o seu coração for transformado, a sua vida também se transforma.
Que tipo de mudanças Deus vai trazer na vida do teu futuro marido agora?
Nós não sabemos.
Enquanto você ora por ele, que tipo de mudanças Deus vai realizar em seu coração? Isso nós também não sabemos.
Mas sabemos que há apenas uma maneira de descobrir...




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Meninas, aí foi o 1o capítulo! Tudo está em fase de adaptação! Comentem pra gente saber se vocês estão gostando!
Beijinhos
Equipe de tradutoras